Ele chegou de mansinho, tão quieto que quase nem notamos sua presença ali. Olhar desconfiado, sorriso tímido… O moço de poucas palavras, que fica no fundo do palco atrás do teclado com um jeito envergonhado. Aos poucos foi conquistando seu espaço na banda, com uma humildade característica e exemplar e hoje é peça fundamental na família Parada Obrigatória. Conheçam o Osorio, o quinto elemento…
Por: Luciene Ferrari

1. Osorio, como se deu a tua inserção na banda Parada Obrigatória? De quem foi a ideia e de quem partiu o convite? Bom a ideia de colocar um tecladista na banda eu acho que era de todos, mas quem fez o convite pra participar de um ensaio foi o Geléia, na casa do pai do Ale ainda.
2. Qual foi a tua reação ao ser convidado para tocar com eles? Tu já os conhecia antes? E o que achava da banda? Fiquei surpreso com a humildade, dedicação e a união deles, esperava encontrar uma galera bem fechada e preconceituosa por eu vim de uma raiz musical tao distinta , mas foi exatamente o contrário, o que mostra o profissionalismo deles em todos os aspectos. Eu conhecia todos de vista sempre gostei de rock , e vinha observando o trabalho de alguns antes mesmo da banda se formar . O Geléia eu vi tocando a primeira vez no colégio 25 de Julho , uma banda de punk rock muito doida, há muito tempo atrás mesmo. O Jonh eu conheci através da igreja, numa banda de metal gospel, o Gui eu vi a primeira vez tocando batera em Panambi, o Ale foi no Absoluto cantando na antiga banda dele… Na real eu nunca tinha falado com nenhum deles antes, só conhecia de vista e admirava o talento de todos. A banda formada eu conheci pelo Palco mp3, porque sempre tô “fuçando nesse site”, ouvi e gostei muito, depois que fui perceber que eu conhecia eles, baixei e mostrei pra algumas pessoas, e a reação sempre foi mesma: num primeiro momento as pessoas não acreditam que a banda é daqui, como se o profissionalismo e qualidade estivessem restrito a bandas da capital. Isso me fez olhar pra banda com mais atenção e admiração.
3. Além da Parada Obrigatória, tu também foi integrante de um grupo de pagode, o Alphorria, ou seja, tua caminhada como músico vem de tempo já. Nos conte sobre a música na tua vida, porque tu se interessou por esse meio, quando começou a tocar e, além do teclado, o que mais tu toca? A muúica faz parte da minha vida desde muito cedo, comecei aprendendo sozinho com uns 4 anos, mais tarde fiz por um bom tempo aulas de piano e me interessei também por instrumentos de corda e percussão. Eu sei tocar violão/guita, baixo, bateria, cavaquinho, banjo, teclado e meu forte que é o piano, alguns eu tenho facilidade, outros aprendi de curioso apenas pra saber. A música representa algo que me completa, me da prazer e hoje a vejo muito além de um hobby. Minhas atividades com o Grupo Alphorria estão encerradas, devido a impossibilidade de tempo pra ensaio e viagens de alguns integrantes, o que tornou impossível cumprir a agenda de show deles.
4. Nesse pouco tempo de experiência junto com os guris da Parada, qual é a tua impressão sobre a banda? Tu acredita em um futuro pra Parada Obrigatória? Eu acredito muito no talento da banda em geral, acho que com persistência as portas se abrirão e o trabalho vai ter o reconhecimento que todos os integrantes anseiam, acredito muito e se for da vontade de Deus, quero fazer parte disso tudo somando positivamente pra banda.

5. E quanto ao pessoal, a amizade… Fale um pouco sobre cada um dos guris, o Ale, o Gui, o John e o Geléia, o que representam na tua vida nesse momento. É curioso pra mim de repente ficar amigo e colega de banda dos caras que eu admirava como músicos, da banda que eu curtia, sempre fui admirador de talentos regionais, porque tenho um orgulho da nossa cidade e sempre valorizo mais o que é daqui e ta perto da gente. Hoje vejo eles como colegas de trabalho e amigos que com certeza eu já posso contar, profissionais bem jovens ainda, com defeitos e virtudes, dedicação, medos, coragem, entre tantas coisas que um músico passa, são caras com um grande sonho e muita dedicação e atitude pra busca-lo.
6. Qual a tua opinião sobre o CD Loucura Controlada? Qual a música dele que tu julga ser a mais profissional e qual a que tu mais gosta de tocar em shows? Bom, acho um trabalho profissional, de fundamento, muito além de aparência, o trabalho revelou a intenção deles que é fazer música com uma razão, transmitir algo útil, mexer com a emoção sem esquecer da razão, não é apenas um som bonito e sim letras que expressam sentimento , experiências e atitude. A música que eu mais admiro é Mar de Rosas, com letra subjetiva e características marcantes, porém os hits AnaLuana/Último Olhar/Loucura Controlada chamam mais a galera pra cantar junto nos shows…
7. E quanto ao próximo CD, que terá a tua participação, qual a expectativa? Tu acha que a banda cresceu profissionalmente do primeiro CD pra cá? Eu acredito que os horizontes almejados se expandiram, com certeza a experiência adquirida do primeiro CD até hoje será valida na hora de fazer o novo trabalho da banda, logicamente estou acompanhando o desenvolvimento das músicas novas, e posso já adiantar pra galera que virá um trabalho muito bonito, que desde já promete.
8. Qual a diferença entre um show de rock e um de pagode? E qual o segredo pra
ser dar bem em dois estilos de música tão distintos? É muita diferença mesmo, tecnicamente nada é semelhante, o público também é muito distinto, a faixa etária principalmente, observei a assiduidade do pessoal do rock, no pagode a galera sempre é outra, varia muito, ambos necessitam de dedicação, o pagode é mais popular e vende muito bem , já os horizontes do rock necessitam de uma caminhada mais sólida, mas também geram ótimos frutos, não tenho preconceito e aprendi a respeitar a música em si, hoje já não toco mais pagode mas com certeza a amizade com o pessoal da minha antiga banda prevalece, até porque aprendi muitas coisas com o convívio na banda, conheci e toquei nas melhores boates do estado com eles e trago boas lembranças que com certeza vão me acompanhar pra sempre.
9. E quanto aos fãs, tu já deve ter percebido que a Parada Obrigatória tem vários. Tu já está sendo reconhecido por aí como um integrante da banda? Qual tua opinião/reação sobre isso? Entao, percebi que os fãs do cenário da banda são mais fervorosos, eles acompanham a trajetória da banda, tem o CD e sabem a maioria das letras, muitos até tiram as musicas pra tocar, e isso da uma motivação muito grande de ver a galera gostando do teu som, indo no show. Algumas pessoas já me reconheceram como integrante sim, estou a pouco tempo ainda, mas já tem reconhecimento, o melhor de tudo é saber que a galera que da o maior apoio é da tua própria cidade, e isso não tem preço que pague.
10. Osorio, como acontece com todos os nossos entrevistados, deixo um espaço para você falar, dar seu recado, mandar beijos. E obrigada pela entrevista. Então, venho agradecer pelo espaço que serviu pra galera conhecer um pouco mais sobre mim, dizer que vim pra somar na banda, agradecer também pela receptividade que obtive tanto com os integrantes quanto as pessoas que trabalham pra banda, dizer também que é através da convivência que estaremos fortalecendo nossa qualidade técnica e a amizade que com certeza da o aspecto de uma família e só renova nossos objetivos a cada dia. Ao pessoal que curte a banda, sem palavras né, obrigado pelo apoio, pela presença nos shows quando ta zero grau la fora… Ou pela paciência quando a banda por algum imprevisto atrasa pra entrar, valeu pelo carinho, e venho adiantar que o novo CD será ótimo, as letras estão muito bem elaboradas e os arranjos estão sendo contruidos com muita dedicação, resultará num trabalho muito bom com certeza. É aguardar pra ver!
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- Osorio, como se deu a tua inserção na banda Parada Obrigatória? De quem foi a ideia e de quem partiu o convite? …bom , a idéia de colocar um tecladista na banda eu acho que era de todos, mas quem fez o convite pra participar de um ensaio foi o Geléia, na casa do pai do Ale ainda.
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